20 de março de 2016

Quem não se arrisca, não vive


Ontem eu ouvi a seguinte frase do meu avô: “Não tema a morte, mas sim a vida não vivida”. Aquela frase, quando fui dormir, ecoou forte na minha cabeça.

Já parou para pensar em quantas coisas deixamos de fazer por causa do medo? Como se todos tivessem pavor do sofrimento. “Não vou me apaixonar para não sofrer. Não vou viajar porque vou sentir medo de ficar só. Não vou andar de bicicleta porque posso me machucar”. É como se a vida fosse rodeada de medo e dúvida. E é! Mas por quê viver em função disso?  

Deveríamos saber que ao evitar a dor, também podemos estar evitando felicidade, pois ambas andam grudadas, tal como amor e ódio - não reconheceríamos um sem o outro -.

Eu não quero imaginar uma vida com tudo sempre no mesmo lugar, sem ter a chance de me perder na minha própria bagunça, e espero que você também não. É preciso se jogar, sumir, voltar, se encontrar, desenvolver novas verdades e vontades, se conhecer.

É preciso experimentar novos ares, sentir novos sabores, conhecer diversas culturas, dançar diferentes ritmos. Eu sei que vou me arrepender de muitas coisas, talvez eu possa até passar dias chorando, mas viver é isso, é se entregar à sorte e viver intensamente a experiência. 


Enquanto o medo falar mais alto que a vontade de ser feliz, as coisas boas não vão acontecer, tudo vai permanecer igual. Tentar ser feliz é não priorizar o medo, é dar um pulo no escuro: as vezes você pode cair em um sofá macio, outras você pode cair no chão, mas ambas vão lhe mostrar como é boa a sensação de pular. 

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