Procurou, procurou,
procurou. Mas não sabia o quê, não tava encontrando. Andou por ruas, becos,
beijos, e até abraços. Bebeu alguns copos, conheceu corpos. Tentou alquimias,
fez terapia. Pensou ser carência. Fez jejum por dias. Cortou os carboidratos,
ansiedade e angústias. Ela não saiu da dieta, nem de casa. Ficou só. Inteira e
nua. Tomou um chá, pensou na vida, tratou de curar uma ou duas feridas. Ficou
quentinha. Quietinha. E foi aí que tudo mudou.
Será que encontrou o que estava
procurando? Ela não achou.
Descobriu que não se encontra o que não se perde.
Soube que sempre andou com ela tudo o que precisou. E sozinha acordou feliz.
Ela já tinha tudo que na vida já se quis.
Dos amores, o próprio.

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