Mainha me disse que não podemos ir ao supermercado com fome porque ficamos propensos a comprar coisas a mais e sem necessidade. Não sei de onde ela viu isso, se é cientificamente comprovado ou não, mas por se tratar de uma teoria-de-mãe, eu não duvidei se fazia sentindo. Mas faz.
As vezes a gente tá com tanta fome. De afeto, carinho e atenção, que qualquer abacaxi azedo ou morango pequeno que aparecem em nossa frente traz a sensação de saciar o vazio do coração. Quer dizer, estômago.
Enchemos o nosso carrinho. Cabeça. Com itens. Sentimentos. Que nem servem. Que no máximo só fazem bem para os olhos.
Mas amor. Digo, alimento, não é apenas ver – até porque urgência cega. Ele, além da visão, é o preencher da barriga. Pulmão. Vértebras. Coração
Amar não mata fome temporariamente.
Amor é alimento contido na receita feita com os ingredientes da paciência, misturado com pitadas de calmaria, batidos no liquidificador com a vontade de preencher. Ficar.
Amor é alimento contido na receita feita com os ingredientes da paciência, misturado com pitadas de calmaria, batidos no liquidificador com a vontade de preencher. Ficar.
Ou seja, só queria te dizer que:
Se for ao supermercado, certifique-se que está com a barriga cheia.
Se for ao supermercado, certifique-se que está com a barriga cheia.
Do contrário, nem vá!

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